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O sistema pronto é um silabário (conjunto de sinais em que cada um vale uma sílaba inteira). Sequoyah o terminou em 1821, depois de cerca de doze anos de trabalho, e o apresentou ao conselho cherokee.
A prova pública virou parte da história. Ele ditou mensagens à filha Ayoka, ainda menina, que esperava fora da sala, e ela leu de volta o que os homens do conselho tinham dito. A cena vem da tradição cherokee e de relatos publicados depois; a idade da menina varia entre as fontes.
A quantidade de sinais segue a fonética do cherokee. A língua tem seis vogais: a, e, i, o, u e uma vogal nasal, escrita v na transliteração (passagem para letras latinas). Boa parte das consoantes se combina com cada uma delas.
Daí sai a grade. Cada linha é uma consoante, cada coluna uma vogal, e cada cruzamento ganha um sinal: ga, ge, gi, go, gu, gv. Seis vogais soltas, mais as famílias de consoante, mais alguns sinais avulsos, como o s isolado, somam os 86.
Há casos tortos. A sílaba ka tem sinal próprio, separado da família do g, e os grupos do kw e do ts também têm sinais seus. A grade obedece ao ouvido do falante, mesmo quando a tabela fica torta.
O formato das letras confunde quem chega pelo português. Sequoyah tinha visto livros em inglês e copiou formas de letras latinas, sem os sons delas. O sinal com cara de D vale a, o de R vale e, o de T vale i, o de W vale la, o de h vale ni.
Para ele, a forma era só um traço disponível. O valor vinha da fala cherokee, e um leitor de inglês que tentasse pronunciar a tabela erraria quase tudo.
Um dos 86 sinais caiu depois. A forma que representava mv saiu do uso, e o padrão Unicode registra 85 sílabas na tabela atual do silabário.
A carga de memória mudou de escala. Um falante fluente já sabia pronunciar as sílabas; bastava ligar cada uma a um sinal. Relatos do período dizem que muita gente aprendia a ler em poucos dias, e o conselho cherokee adotou o silabário oficialmente em 1825.
Em 21 de fevereiro de 1828 saiu em New Echota o Cherokee Phoenix, jornal bilíngue em inglês e cherokee, editado por Elias Boudinot. Os tipos de metal foram fundidos em Boston, com apoio do missionário Samuel Worcester.
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