Sep 9, 2026
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Como Casa de Folhas, de 2000, encolhe e gira o texto pela página conforme o corredor da casa estreita, e obriga o leitor a virar o livro na mão.
Sep 8, 2026
Como uma carta de 1935 fixa em 8 de março de 1914 o nascimento de Alberto Caeiro e dá a cada heterônimo ofício, mestre e métrica próprios.
Sep 7, 2026
Como o discurso de 1863 consagra um cemitério militar sem nomear uma única vez o inimigo, a batalha ou a escravidão.
Sep 6, 2026
Como Memento, de 2000, faz uma linha em preto e branco correr para a frente e outra em cores recuar, até as duas se encontrarem.
Sep 5, 2026
Como Pedro Páramo, de 1955, parte o romance em fragmentos sem numeração e demora a revelar quem está guiando Juan Preciado.
Sep 4, 2026
Como Frankenstein, de 1818, guarda o relato de Victor dentro das cartas do explorador e a fala da criatura dentro do relato de Victor.
Sep 3, 2026
Como Ulisses, de 1922, escreve a noite no hospital imitando a prosa inglesa em ordem histórica, do verso aliterativo à gíria de rua.
Sep 2, 2026
Como A Estrada, de 2006, tira aspas e verbo de fala das falas de pai e filho e deixa a voz nascer dentro da própria narração.
Sep 1, 2026
O melhor de agosto, pelo voto de quem leu.