O Cego que Masca Chiclete no Bonde
Como Clarice Lispector, no conto Amor, de 1960, escolhe um detalhe sem nenhuma carga simbólica, um cego mascando chiclete visto do bonde, para detonar a crise inteira de Ana, revelando que o gatilho de uma virada interna precisa ser banal justamente para o leitor creditar o abalo ao personagem e não ao objeto